Vacina! O único caminho da ciência para vencer a Covid-19

admin julho 15, 2021

Desde o início da pandemia, muitos estudos são feitos para encontrar tratamentos e medicamentos na luta contra a doença provocada pelo novo Coronavírus. Já em 2020 a Organização Mundial de Saúde comprovou a ineficácia de tais medicamentos e, recentemente, até o Ministério da Saúde admitiu o insucesso de tais drogas. Ainda em 2020 a ciência mundial partiu para a busca da vacinas, várias foram desenvolvidas e já têm tido efeitos importantes para que possamos vencer a pandemia. Países como Israel, Austrália, Nova Zelândia, EUA, Reino Unido, entre outros já avançaram na imunização e, consequentemente, na flexibilização de suas atividades. Mesmo com o Brasil tendo começado o processo de vacinação depois, vemos números importantes em Itaúna. Além de uma queda no número de óbitos, o número de casos positivos reduziram substancialmente. Na semana entre 22 e 28 de maio, foram 590 casos positivos na cidade. Entre 26 de junho e 2 de julho, o número caiu para 93. Claro efeito do processo de vacinação. Mesmo com todas as evidências, ainda existem especulações, lamentavelmente propagadas, tentando colocar em cheque vacinas com testes que não condizem com a realidade. Todas as vacinas que estão sendo aplicadas são eficazes contra a Covid-19. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), por meio de nota técnica de 26/03/2021, esclarece que a resposta imunológica desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes. Há a estimulação do sistema imunológico de forma mais ampla, gerando também anticorpos não neutralizantes que agem de maneira diferente e a estimulação de células TCD4+ e TCD8+ (imunidade celular). Além disso, aliada à resposta imune específica, contamos também com a imunidade inata, mais um mecanismo de proteção contra infecções. Nesse sentido, a complexidade que envolve a proteção contra a doença torna desaconselhável a dosagem de anticorpos neutralizantes com o intuito de se estabelecer um correlato de proteção clínica. A Agência Nacional de Vigilância Nacional (ANVISA), em nota técnica sobre o assunto, afirma que não existe, até o momento, definição da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para conferir proteção imunológica contra a infecção pelo Covid-19. Dessa forma, não há embasamento científico para recomendar o uso destes testes laboratoriais para determinar proteção vacinal. Os imunobiológicos em uso no Brasil passaram por análise e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os municípios brasileiros devem seguir o esquema vacinal e dosagem estabelecidos pela Anvisa e que foram definidos após estudos clínicos específicos. É *Fake News* que a Coronavac não imuniza. A CoronaVac, vacina do Butantan em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, é um imunizante eficiente na proteção contra casos graves da doença, prevenindo até 97% das mortes de pessoas contaminadas no Brasil. A conclusão é de um levantamento feito pelo epidemiologista Wanderson de Oliveira, ex-secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Os dados do estudo foram obtidos por meio do OpenDataSus, sistema oficial do Ministério da Saúde. A pesquisa analisou o período de duas semanas após a aplicação da segunda dose da vacina. Ou seja, pessoas que completaram o esquema vacinal e aguardaram o tempo de resposta do sistema imunológico. Também foi possível concluir que a CoronaVac teve 50,4% de eficácia para casos muito leves, que não requerem nenhum atendimento médico, e 77,96% de eficácia para casos leves que necessitam de atendimento médico. Portanto, vacina boa é aquela que está no braço.

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